segunda-feira, abril 26, 2004

Toquinho

Já havia ido, em outros anos, a shows do Toquinho ...

Ontem, sabendo com antecedência da sua apresentação no Shopping Anália Franco, pude mais uma vez sentir (de perto) sua virtuosidade no violão:

- Em dois pontos, Toquinho, para mim, é único:

= Naquelas "batidas" extremamente ritmadas e sincopadas e
= Na construção daqueles incríveis (e difíceis) acordes dissonantes

É de ir às lágrimas de emoção vê-lo tb cantar "O pato, pateta, pintou o caneco, surrou a galinha, bateu no marreco ..." - Bem, mas aqui temos tb a poesia de Vinicius de Moraes ... Resistir, quem há de? Pelo menos na minha opinião, foi um show que te pega na sensibilidade ... Foi (e sempre será) muito bom revê-lo, Toquinho ...

domingo, abril 25, 2004

Networking

Amizade ou ... nerworking ? Qdo estamos postados diante do PC, o que visamos, em última instância?

Nesta era pragmática da virtualidade, em que, infelizmente, já não se fazem mais amigos mas networking, "fala-se" com gente de "tão longe" rapidamente, mas não se conversa mais com quem está ao lado, sob o mesmo teto ...

Provincianismo? Cosmopolitismo virtual de minha parte? Ambos?

Não sei precisar, mas estou atento a que "apenas networking" não me satisfaz ...

Enfim, enquadro-me, versatilmente, naquela coisa: nem popular nem erudito, numa feira qq da redondeza ...

E me gosto assim ...

segunda-feira, abril 19, 2004

Eme_Pe_Tres

Você já deve ter escutado sobre MP3, mas, talvez, ainda não saiba exatamente do que se trata ...

Originada na expressão MPEG-1 Layer 3, um padrão internacional que comprime sons sem perda de qualidade, o MP3 é um padrão de arquivos que torna muito fácil, além da própria produção do nosso repertório favorito existente em CDs comuns, discos de vinil, fitas cassetes etc etc, a "controvertida" troca de música pela Internet através de programas peer-to-peer.

Cada música é gravada num arquivo de computador que você pode facilmente ouvir através das caixas de som do micro, enviar ou receber pela Internet ou transferir para um player portátil com capacidade para esse tipo de leitura ... E, evidentemente, levá-lo ao escritório, ao consultório, à loja, à praia, à sala de ginástica, às sessões de yoga & meditação, enfim, para onde sua imaginação alcançar.

O formato MP3 (do qual sou assumidante fã e usuário) reúne duas grandes qualidades: arquivos de tamanho pequeno e alta qualidade. Uma música comum de três minutos, por exemplo, com um som praticamente tão perfeito quanto o de um CD comum, cabe inteira em um arquivo de 2,5 MB (ou até menos!). Sendo assim, é possível criar CDs com mais de 160 músicas e ouvi-las por mais de 14 horas, o que costumeiramente faço - e na reprodução aleatória, para ser surpreendido qto à próxima música ;o). Com essa vantagem, os arquivos .mp3 são uma das maiores revoluções que a Internet proporcionou à música ...

sábado, abril 10, 2004

Celebridades

Nessa data em que se aniversaria a dita separação oficial daqueles "quatro cavalheiros que parece que obtiveram algum sucesso" é, perniciosamente, lembrado, aquele ...

Aquele tal de Homem-Cujo-Nome-Nunca-Devemos-Pronunciar, em versão mais rústica, tem a ver com essas ditas Fábricas de Celebridades que tanto temos tomado conhecimento ...

Personalidades (?) submetem-se cada vez mais a empresas especializadas em tratar gente como produto, com direito a pesquisas de mercado e ações de marketing capazes de produzir a melhor (?) imagem para o estrelato ... Para o bem, e, na maioria das vezes, para o mal.

No caso, aquele Homem-Cujo-Nome-Nunca-Devemos-Pronunciar "lapidou-se" a si próprio; sequer precisou das tais Fábricas.

Tendo o devido discernimento, vc lembra a definição mercadológica de produto?

Hummm ...

quarta-feira, abril 07, 2004

Viabilidade

Pq será q falo tanto EM (e estou atento A) "associações viáveis", sejam elas amorosas, de amizade ou de negócios, compondo, nas três facetas, um único espectro? - Bem sou uma pessoa que acredita em realizações conjuntas ;o)

Antes, uma panorâmica: "olho pela janela... Pessoas na piscina. Sol. Muito protetor solar e bronzeador em cena. Eu? Diante da telinha. Momento literário ;o)

- À minha maneira (e diante das condições que dispunha) bem sei (e sinto) o que é se ter um tempo extremamente contato pra se estar na hora, local e coisa certa (profissionalmente falando), sob pena de, depois (que é o meu hoje) "patinar". Quem, metaforicamente, já patinou, sabe do que falo

Tendo perdido cedo a mãe (10 anos de idade) e, posteriormente, criado por tios (ele, ditatorial, centralizador e machista, ela, contemporizadora, submissa e "dependente"), sou o único filho H em meios a primas-irmãs, numa estrutura patriarcal-machista.

Existi numa entresafra de primas que "concentravam a atenção" por estarem casando. O corte abrupto do relacionamento com a mãe não foi, dessa forma, coberto.

Ia crescendo (leia-se, se arrastando) e nova geração roubava novamente a atenção (agora, os filhos das primas, que precisavam de atenção). Por força de limitada condição socioeconômica, de de ser o único filho H, "de ser deixado a funcionar", tive de incorporar o homem que batalha e se faz por si próprio, o que, em situações normais, eu não faria (qdo se vai sozinho, dependendo da característica de personalidade da pessoa, a chance de errar é enorme)

Quem sabe de estrutura patriarcal-machista (em se sendo o único filho H) bem sabe o desenrolar e expectativas que viriam, resumido no bordão " homem batalha e não chora!"

Resultado? Sozinho (e tendo de corresponder), fui errando e de um curso que queria desistir (economia - uma vez que era eu quem pagava), fui, com todas essas desatenções e carências para dentro de ambientes administrativos das indústrias e, pior, pendurado no contador! Nada teve a ver comigo ser o "homus administrativus", ainda mais numa coisa que ODEIO que é lidar, ainda que indiretamente, com contabilidade; melhor seria sequer ter entrado nessa seara, pq depois que se entra...

Tanta luta para superar dificuldades (pai distante, que teve suas 2ªs núpcias, interesseiras, como quase sempre ocorre), tantas privações, tantas expectativas sufocadas em prol de expectativas familiares (tios, frise-se), para cair numa seara que me empatou, que foi um atraso de vida. Com uma primeira facu de economia (e posterior pós) foi o que deu pra conseguir dentro das indústrias, desde há muito ausentes (saindo já enxutas) aqui da capital de Sampa. Sozinho.

Eu apenas me arrastava, tampouco conseguia sair. Sequer era ouvido em minhas queixas, estavam os parentes mais embasbacados que eu próprio estaria com "o curso superior feito". Nesse vácuo, inconsciente, - e "comendo pelas beradas" - a irmã, sem o mesmo peso de expectativas, foi se dando razoavelmente bem

E a ironia das ironias: eu que me imponho tanta autocobrança (já que, ao redor com poucos verdadeiramente podia contar) tenho de, nessa altura da minha vida e do campeonato encarar uma outra faculdade - Sistemas de Informaçao. Desde a estaca zero. Olha o tempo que se perde e no que dá qdo se perde "o momento"

Mas, é fato: tanto qto sobrevivi (e até logrei algum êxito e realização, embora com descontinuidade profissional) e tenho "a força na peruca", EU ME FODI!": Intrinsecamente sugestionado a ter de ser um lutador solitário, de um lado, e não encontrando quem, verdadeiramente, ressonasse comigo nos meus anseios e idéias, de outro (uma vez que carreguei traumas já lá infância, com a perda da mãe), fui "levando". Sendo atropelado por um rolo compressor de expectativas e cobranças sociais.

Numas de sacrificar o meu em prol de atender uma complicada teia de projeções e expectativas, fui perdendo o meu momento.... E perder o " momento" é uma das coisas mais graves que se possa incorrer diante de uma sociedade laica, de tempos contados, de muita expectativa de se estar na hora, local e coisa certa. Do contrário, pode até ser bom pros outros comentarem de vc (seus parentes)... Mas pro protagonista (eu), é literalmente de foder...

Quer saber? Tô descendo. Parcialmente já me besuntei de fator 15. Lá na piscina " me completo"...

Continua (com link para um outro post - em elaboração)...