Vez em quand-ário...

... histórias que conto a mim mesmo - e a você [se interessar...]

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Nome:Luiz Antonio PM * looidi *
Local:SP-Capital Div. Mooca-Tatuapé

Não tenho disponibilidade para posts diários, daí o título. Faço um uso diversificado da internet, tenho minha parcela digital, analógica e real e acho que é por aí: estamos todos nessa. But I'm sorry:não sou muuito freqüente em comunics-on-line.

Sábado, Dezembro 03, 2011

Paulista-1974


Clique pra conferir este vídeo incrível do MSN: Um dos maiores 'algozes' do Corinthians, Ronaldo torce por nova vitória



X da questão: esse o gol a que Ronaldo se refere nos links acima


Abaixo, em video recente, protagonistas daquela decisão a relembram


Cruel: o maior silêncio da história do Morumbi

[Ronaldo, nesse vídeo, lembra bem da não-festa palmeirense na ocasião: proximidade do Natal e Ano-Novo, somados à enormidade de corintianos com nervos à flor da pele (só pra falar do que aconteceu comigo) fizeram com que essa conquista, em termos de comemoração, ficasse represada]

Em vídeo da época [abaixo], os antecedentes e consequências do jogo


A data correta: 22-Dez-74
Jair Gonçalves (o do cruzamento), o lateral nessa partida
[ Nesse post - e abaixo - a torcida palmeirense presente ao jogo ]



Passado um tempo, em 1996 [vídeo abaixo], Ronaldo fala sobre o jogo


O gol da final: sua maior lembrança de quando jogava


Leivinha e Wladimir [vídeo abaixo] lembram das circunstâncias da partida


O peso da pressão das situações em que "temos-pq-temos" de "vencer"


Leivinha, aliás, faz - nesse twittie - uma síntese de toda a sua carreira...

Mas, amigos corintianos, isso é passado; são lembranças do "meu" Palmeiras de infância, época em que a mascote do Verdão era o periquito, motivo, aliás, da bem sacada charge abaixo



Aos corintianos e sua fantástica torcida, os parabéns pelo penta [tudo bem que o título vem a calhar com o que vcs são, verdadeiros pentas (de pentelhos)]

Pena que o Verdão, por seguidas e crônicas incompetências de suas diretorias, tenha se apequenado tanto a partir da década de oitenta

Desses inesquecíveis confrontos, ficarão apenas as lembranças

Mas, tão curioso quanto o crescimento da torcida corintiana na fase difícil, o é a opção das simpatizantes contemporâneas pelo Palmeiras [dada a fase claudicante e pouco vencedora do time]: tudo bem, algumas trazem de família a paixão, enqto outras apenas usam o Verdão

De qq forma, fato é que as palmeirenses são mesmo as mais belas - algumas inclusive com lindos pezinhos. Duvida? Confira, clicando na foto

Uma palmeirense com o plus das famosas três-listras, da Adidas


Com o advento do Itaquerão - e da Arena Palestra - cada vez mais as imagens que mostram a pujança corintiana no Morumbi ficarão no passado, o que certamente tb lhes trará orgulho e boas lembranças, como no vídeo abaixo (apesar de nesse jogo dar Macaca 2 x 1)


Imagens do maior público no Morumbi [em jogos de futebol],
dia em que a Ponte Preta derrotou o Corinthians por dois a um
Grosso modo, assim estava o Morumbi na decisão do Paulista-74:
Sem tantas bandeiras e, claro, com cerca de 20 mil pessoas a menos

O intrigante é que nem mesmo a 3ª e derradeira partida com a Ponte [aquela que pôs fim ao jejum corintiano] levou tanta gente ao estádio: nesse jogo, o público até "decepcionou": não chegou a 90 mil pagantes...

O primeiro jogo, em termos de público, foi ainda pior: 65 mil pagantes, o que reforça a crença que, apesar de fiéis, os corintianos andavam traumatizados e com um pé-atrás

E pensar que acompanhei todas essas reportagens, diariamente no JT e Estadão, onde pai e tio Domício trabalhavam [na época o jornal ainda tinha a sede no Centro de SP, na Martins Fontes / Major Quedinho]

No jogo do desjejum corintiano, Domício Pinheiro estava lá
[Um mês antes da Decisão-74, meu tio tiraria sua mais famosa foto]


Quantas saudades!!!


Verdão não merece a sucessiva incompetência de suas diretorias


[Saiba mais de Ronaldo clicando aqui]

Ou retorne a esse twittie

Quarta-feira, Agosto 10, 2011

Partida-Imortal


Disputada entre dois grandes jogadores no Simpson's-in-the-Strand Divan em Londres [foto abaixo], a Imortal [cujos movtos estão reproduzidos acima] foi um uma partida de xadrez disputada em 1851 por Adolf Anderssen e Lionel Kieseritzky, sendo considerada uma das partidas mais famosas já disputadas.

A entrada do "Simpson's-in-the-Strand" hoje

Foi um jogo informal disputado durante um intervalo num campeonato formal. Kieseritzky ficou muito impressionado quando o jogo acabou e telegrafou os movimentos do jogo para seu clube de xadrez parisiano, o Cafe de La Regence [foto abaixo].

A entrada [hoje] do Cafe de La Regence, com um Renault na porta

A revista de xadrez francesa La Regence publicou o jogo em julho de 1851. Mais tarde, em 1855, a partida foi apelidada de "Partida Imortal" pelo Austríaco Ernst Falkbeer.

O formalíssimo interior do Simpson's-in-the-Strand Divan...

Na Imortal temos uma ótima demonstração do estilo de xadrez do séc 19, onde o rápido desenvolvimento e ataque eram considerados os melhores métodos para a vitória, onde muitos gambitos e contra-gambitos eram oferecidos (e não aceitá-los era considerado "nada cavalheiresco"), onde material era freqüentemente adquirido sem haver medição das conseqüências da captura.

...dando vez ao despojamento e informalidade quando frequentado

Esses jogos, com seus rápidos ataques e contra-ataques, eram freqüentemente reproduzidos como forma de entretenimento, mesmo que hoje alguns dos movimentos não sejam mais considerados eficientes.

Simpson's-in-the-Strand Divan, durante o dia

Depois de algum tempo a Partida Imortal reapareceu de vários modos pouco usuais. A cidade de Marostica, na Itália, vem refazendo o jogo com pessoas reais, vestidas como peças de xadrez, todo ano desde 2 de Setembro de 1923.


A posição do jogo após o 20º movimento está em um selo de 1984 do Suriname. A parte final do jogo foi usado como inspiração para o jogo de xadrez no filme de ficção científica de 1982 Blade Runner. Ela também foi a base para uma história de detetive com o mesmo nome escrita por Mark Coggins




A dinâmica da Marostica


Maiores detalhamentos dos movimentos da Partida Imortal - como não poderia deixar de ser - pode ser visto na Wikipedia

E, antes de separar o passaporte [preferencialmente bordeaux], ir ao Aeroporto Internacional de sua cidade [aqui de SP é o de Cumbica-Guarulhos] e alçar vôo pra Londres-e-Paris [ou Paris-e-Londres], sempre interessante ter vistas ao nosso próprio pedaço, que, no meu caso, são os arredores:

Tatuapé - http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=470375

Mooca - http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=470375

[Em breve, fotos também do Jardim Anália Franco]

(Enquanto isso, podemos ir re-escalando a Torre Eifell, nesse vídeo que postei no "Meu Canal" no YouTube)

Abaixo, o mate da Imortal, quando o bispo branco move-se de D6 para E7



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Domingo, Julho 17, 2011

Exame

Hoje ocorre, ou, dependendo, já ocorreu, o temido Exame da OAB



- Alguns de meus recentes posts no twitter o mencionam conjugadamente à situação da pessoa idealista, que no passado sofreu bullying, um tipo específico de bullying, onde um dos irmãos foi o eleito e o outro, preterido, ou, sem eufemismo, "rejeitado"

Não importa se o descaso ocorreu sob a forma de simples-preferência, hostilidade declarada ou bajulação barata; da mesma forma, pouco importa que tenha ocorrido com pais biológicos ou não

Fato é que se observa no Exame aprovações "praticamente-automáticas" de pessoas recém-saídas de suas 1ªs faculdades, em detrimento de outros mais veteranos [que nem em várias tentativas o conseguem] e, que à base de muito sacrifício, fizeram [e novamente se auto-financiaram] Direito como 2ª faculdade, frustrados que se tornaram com suas primeiras graduações e consequentes "encaminhamentos profissionais"

Notórias são as constatações de que existe muito advogado cabeça-de-bagre por aí [veja], aprovado ou não no Exame de Ordem [se não me engano, existiu um período em que a aprovação na prova não era exigida (antes do Estatuto, em 1994) pra que se pudesse advogar]




Me vem ao pensamento [e lembrança] que algumas pessoas têm realmente um tempo muito contado para estar na coisa certa, na hora certa - e, o mais cruel, ainda que tenham se auto-financiado ou tenham recebido (quando receberam) apenas apoio emocional-psicológico [apoio realmente sincero e comprometido, não bajulações]...

Fica, numa rápida leitura, até parecendo papo-de-perdedor

A mim parece ponto pacífico que um jovem de 22-23 anos, que fez a faculdade bancada pelos pais - e que não sofreu bullying - tem chances muito mais significativas da chamada "aprovação natural" que aquele que fez sob os efeitos do bullying e da pressão da nova faculdade [a pressão de agora ter de, finalmente, dar certo]



Ou vai dizer que quem conviveu com jeitinhos [calotes, trambiques e rasteiragens] no seio familiar-parental não entra em parafuso com as implacáveis-e-impessoais "lógicas jurídicas"?

[Aos amigos (e filhos preferenciais) TUDO, aos demais, A LEI]

Pois é.

Até (ou principalmente) essa boa e vocacionada profissão-carreira [que em última instância serve para a auto-defesa patrimonial, médica e psicológica (lembrar que bullying enseja até processo)] está mais ao alcance de quem teve pré-adolescência e entrada na vida adulta equilibradas que à pobre pessoa que teve de lutar do zero, contra tudo-e-todos, desassistida; para ter seu (digno) lugar ao sol...

Fazer o quê? C'ést La Vie - afinal, para quê existe o Muro das Lamentações?



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