segunda-feira, dezembro 29, 2008

Toxicidade

No limiar de um Novo Ano, época em que aliviamos peso-morto dos armários e desempoeiramos situações (como a ausência de posts nesse blog), reproduzo - creio eu que apropriadamente - artigo que li já há um tempo ...

Para maior interação, tb é possível conhecer opiniões (e repercussões) no link

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080223061953AAyNpyd

- Que eu consiga levar a cabo algumas coisas mencionadas no artigo...

Pessoas Tóxicas

"Há pessoas em nosso entorno familiar, laboral ou social, cujos comentários e atitudes nos complicam a existência. Gente perigosa para nossa saúde mental, emocional e física, das quais convém manter distância, ou pelo menos limites definidos, se não temos mais remédio que conviver ou nos encontrar com essas pessoas tóxicas.

Quem quer que nos aflija com sua atitude, que não nos deixa crescer, não se mostra contente com nosso sucesso e que põe barreiras a nossos esforços para sermos mais felizes, pode ser considerado uma pessoa tóxica para nossa vida, embora para qualquer outro indivíduo seja inofensiva.

Para a psicóloga americana Lillian Glass, a raiz de toda toxicidade nas relações humanas são o ciúme. Por que algumas pessoas próximas, queridas ou amigas, nos ferem, se enfadam, tentam vencer-nos, buscam nos desagradar ou tentam prejudicar-nos com frases sarcásticas ou respostas que desanimam ou ao alegrar-se falsamente de nossa felicidade ou êxito?.

Por que nos fazem críticas destrutivas?, "Devido aos ciúmes e sua concomitante inveja", comenta Glass, para quem o descontentamento e os sentimentos de insuficiência provocam a ânsia de posse, de êxito e do amor de outras pessoas, assim como o desejo de tê-las para si mesmo, exclusivamente."

...

A doutora Lillian Glass, que faz uns anos publicou um livro sobre as relações tóxicas que rapidamente virou sucesso de vendas, evidenciando a magnitude deste tipo de comportamentos, sugere empregar de certas técnicas para que os ataques emocionais de pessoas tóxicas não repercutam sobre nossa saúde física e mental.

Para o especialista, isto é uma questão de sobrevivência, porque boa parte do bem-estar e sucesso em nossa vida dependem de nossa força psicológica e emocional.

A ameaça em casa

Quando as pessoas tóxicas fazem parte da própria família, podem constituir um verdadeiro problema psicológico, devido à continuidade da convivência e do vínculo. Se estão no trabalho, podem colocar em risco nossa continuidade laboral, pois os contínuos conflitos influenciam em nosso rendimento.

Link - http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080223061953AAyNpyd

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Fiori-Gigliotti

Há 34 anos, Título histórico!!!


"... vai descendo o alvi-verde, carrega Ronaldo, abriu na ponta pra Jair; descendo pela ponta, atenção, vai levantar, balão subindo, descendo, entrou Leivinha, bola para Ronaldo, tocou,... É fogo...

GOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLL !!!

Ronaaaaaldo, torciiida brasileira...

É a loucuura... É a festa... É a vibração da torcida alvi-verde!! Gente sorrindo, gente chorando, gente desmaiando; gente cantando no Morumbi!!!

O teeeeempo passa..... Vinte e quatro minutos, etapa final no Morumbi...

Ronaldo, número nove...

Um gol que pode valer o título de campeão paulista ao Palmeiras......"



A lendária narração [radiofônica e disponível apenas em AM] de Fiori Giglioti, inesquecível aos ouvidos palmeirenses de quem vivenciou aquele momento, é da final do Campeonato Paulista de 1974.

[Recentemente, essa "locução" foi "recuperada" e enxertada em alguns vídeos do YouTube, onde se percebe, pela ligeira assincronia, que o pique radiofônico é sensivelmente mais detalhado (e por isso, acelerado) que o dos narradores da TV]

O jogo?

O Corinthians estava há 20 anos na fila e via, na decisão contra o rival Palmeiras, a chance de quebrar o longo jejum.

Na primeira partida [vídeo abaixo], dia 18/dez, num Pacaembu noturno e chuvoso, com 40 mil pessoas, empate em 1 a 1: Edu para o Verdão, no 1º minuto da etapa inicial, e Lance para o Timão, três minutos depois.


Ronaldo sempre decisivo pelo Palmeiras nas temporadas 73-74
[Mas o ponta-esquerda Nei é quem foi o destaque nessa partida]


No segundo jogo, 120 mil pessoas compareceram ao Morumbi, sendo 90% delas corintianas.

O jogo, travado e tenso, foi decidido aos 24 minutos do segundo tempo, quando Jair Gonçalves recebeu de Ronaldo e, pela direita, avançou e levantou na área; Leivinha subiu mais que Brito e, de cabeça, deixou Ronaldo [que já vinha se posicionando após ter servido a Jair] livre pra fuzilar de bate-pronto, com a perna direita, no canto de Buttice.

O esquadrão de Osvaldo Brandão encerrava ali o sonho do time do Parque São Jorge em sair da fila. E o título palmeirense causou enormes estragos no rival.

O então presidente Vicente Matheus se viu obrigado a negociar um dos maiores jogadores da história corintiana, Roberto Rivellino, responsabilizado pelos torcedores corintianos pela derrota (veja).

Os pouco mais de 10 mil palmeirenses [que mal conseguiram se agrupar] pareciam não acreditar, embora estivessem muito acostumados a títulos naqueles anos


Clique na foto para ampliar


Na verdade, existiam mais que os estimados dez mil palmeirenses agrupados, como atesta esta foto, onde se verificam comemorações isoladas

E na gelada e chuvosa arquibancada do Morumbi, gritavam "Zunzunzum é 21", ironizando o fato do jejum de conquistas alvinegro perdurar por pelo menos mais um ano, tendo fim apenas em Outubro de 1977, com o gol redentor do "Pé-de-Anjo" Basílio, no 3º e decisivo jogo contra a Ponte Preta.


Nesse twittie vc tem relatos dos protagonistas daquele dia



Paulista 74 - e não 76, como apresentado...
[Clique pra saber mais dessa inesquecível decisão]


Verdão no Paulistão de 1974: 28 jogos, 15 vitórias, 11 empates e apenas 2 derrotas; 40 gols pró e 20 gols contra.

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